A progressão da esclerose múltipla ao longo do tempo

A progressão da esclerose múltipla (EM) pode ser difícil de perceber nos casos em que o avançar da incapacidade ocorre de forma lenta, ao longo de um vasto período temporal. A melhor forma de perceber os desenvolvimentos da EM ao longo do tempo é visitar regularmente o médico para que este possa monitorizar e acompanhar adequadamente o caso, através de exame neurológico ou ressonância magnética

Pense num jardim. Ao início, o crescimento de ervas daninhas passa despercebido, mas com o passar do tempo e sem que nada seja feito rapidamente o jardim está repleto delas. Tal como acontece no jardim, a EM progride lentamente, de forma nem sempre percetível ou passível de identificar se nada for feito para acompanhar a sua evolução. 

A progressão da EM reflete-se nas atividades diárias que podem começar a parecer mais desafiantes e difíceis de executar. É importante, porém, que esta dificuldade não seja atribuída ao envelhecimento ou a outros fatores. Mesmo na ausência de surtos ou sintomas é importante comunicar com o médico para que este possa acompanhar o aparecimento de novas lesões ou de novos desafios que afetam a qualidade de vida.

É importante conhecer os riscos da progressão da EM para aprender a monitorizar e gerir adequadamente a esclerose múltipla. 

Fatores que contribuem para a progressão da EM

•    Tratamento ineficaz: se o tratamento não for o adequado é provável que a progressão da EM seja mais rápida. Fique atento aos sinais que podem indicar que o tratamento não está a funcionar: surtos, novas lesões e progressão da incapacidade;

•    Tabagismo: o tabagismo tem sido associado a um risco aumentado de desenvolver esclerose múltipla, bem como a um risco de progressão da incapacidade;
 
•    Défice de vitamina D: Vários estudos sugerem que pessoas com EM e níveis insuficientes de vitamina D poderão ter mais surtos e maior risco de progressão, por comparação às que têm níveis adequados de vitamina D;
 
•    Stress: Algumas pesquisas indicam que níveis mais elevados de stress podem estar associados a um risco aumentado de desenvolver certos tipos de lesão no cérebro.