A EM está sempre ativa?

A EM está sempre ativa?

Como sabemos quando a EM está a causar danos e a progredir? O que está a acontecer no seu cérebro quando não tem surtos? Aqui veremos a relação entre como se sente e o que se passa no seu cérebro – pode não ser tão simples como inicialmente pensava.

Factos rápidos
  • É quando a EM está a causar danos no SNC que por vezes é referida como estando “ativa”. Esta atividade da EM é muitas vezes visualizada num exame de ressonância magnética (RM)
  • As consequências da atividade da EM nem sempre são previsíveis porque pode causar danos que se acumulam ao longo do tempo, apenas causando os sintomas mais tarde
  • Se a sua EM não parecer estar a causar quaisquer danos no seu exame de RM e se não estiver a ter quaisquer sintomas, o seu neurologista ou enfermeiro de EM poderá dizer que, de momento, esta é não está ativa 
A minha EM está ou não ativa?

É ótimo quando se sente melhor. Mas sentir-se bem nem sempre significa que a sua EM não esteja a causar danos no SNC, ou que não está ativa. Alguns dos danos relacionados com a EM, ou lesões, no SNC estão diretamente ligadas aos vários sintomas que tem. Mas podem haver lesões presentes que não estão a resultar em quaisquer sintomas visíveis, e estas são conhecidas como lesões silenciosas. 

Por outras palavras, a EM pode estar a danificar ativamente o SNC sem que você saiba. Apenas uma RM consegue detetar as lesões silenciosas no SNC. 

Seguem-se alguns dados provenientes de estudos científicos:

  • Os danos nas células nervosas causados pela EM podem começar antes de notar os primeiros sintomas
  • O nível de inflamação que causa danos na EM é mais elevado em pessoas que têm muitos surtos, conforme indicado nos resultados dos exames de RM
  • Mesmo as pessoas que tiveram apenas um surto no início podem continuar a evoluir e a sofrer um aumento a sua atrofia cerebral
Se a minha EM está ativa, porque é que me sinto bem?

O cérebro é um órgão espantoso e, por vezes, consegue reparar os danos iniciais causados pela EM, ou consegue mesmo compensá-los, utilizando vias alternativas no seu cérebro. Isto explica porque é que pode sentir-se relativamente bem, mesmo enquanto a EM continua a causar danos no seu SNC. Também explica porque é que consegue recuperar completamente de um surto no início da sua doença. 

Mas quando os danos no SNC se tornam mais extensos, o cérebro poderá já não conseguir compensar. É por isso que poderá começar a notar alterações permanentes no seu funcionamento físico, emocional e mental numa fase mais tardia e avançada da sua doença. 

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