De que modo a EM surto-remissão (EMSR) evolui

De que modo a EM surto-remissão (EMSR) evolui

Independentemente do tipo de EM que tem, o modo como evolui pode ser imprevisível e totalmente diferente da experiência de outra pessoa. De facto, algumas pessoas que vivem com EM irão continuar a viver com apenas sintomas ligeiros após o seu diagnóstico, enquanto para outros, a EM pode ser uma doença de progressão rápida. A EM tem fases diferentes e as pessoas podem passar por algumas delas, ou por todas. 

Factos rápidos
  • Sem tratamento, as pessoas que vivem com EM podem atravessar várias fases principais: síndrome radiologicamente isolado (SRI) em que os danos aparecem num exame imagiológico do cérebro mas não existem sintomas, ou síndrome clinicamente isolado (SCI) em que uma pessoa tem sintomas iniciais sugestivos de EM; EM surto-remissão; e, em seguida, EM secundária progressiva
  • Os doentes que iniciaram o tratamento para a EM três anos após o início dos sintomas tiveram maior probabilidade de ter um agravamento da incapacidade (dificuldade em andar) mais cedo, comparativamente àqueles que iniciaram tratamento no prazo de um ano
  • Podem ocorrer danos no cérebro nas fases iniciais da EM que podem não causar sintomas visíveis 
  • Com o tempo, estes danos podem acumular-se e causar sintomas que podem levar ao agravamento da incapacidade 
De que modo a EMSR evolui com o tempo

Obviamente, todas as pessoas são diferentes, a EM pode evoluir através destas principais fases e tipos de EM:

MS categories

Síndrome Radiologicamente Isolado (SRI): Nesta fase, existem alterações no seu cérebro que podem parecer EM, mas sem sintomas visíveis que indiquem um problema.

Síndrome Clinicamente Isolado (SCI): Teve sintomas sugestivos de EM, mas ainda não pode ser diagnosticado como EM.

EM surto-remissão (EMSR): Teve mais sintomas (chamados de surto) que ajuda o neurologista a confirmar um diagnóstico. A EMSR é caracterizada por surtos (período de agravamento dos sintomas) seguidos de remissão (períodos prolongados de recuperação parcial ou total). Também poderá ouvir do seu neurologista algo chamado os critérios de McDonald, que pode ajudá-lo a fazer um diagnóstico após apenas um surto caso tenham informações suficientes nos seus exames de ressonância magnética (RM).

EM secundária progressiva (EMSP): Sem tratamento eficaz, 50 a 60% das pessoas que vivem com EMSR acabarão por desenvolver EMSP no prazo de 15 a 20 anos após o seu diagnóstico de EM. EMSP é marcada por um declínio progressivo nas funções e um aumento da incapacidade – com ou sem períodos de surto e remissão.

No início da EM

Pode ser bom compreender o que se passa no cérebro nas fases iniciais da EM, especialmente quando tenta com o seu neurologista ou enfermeiro de EM escolher a melhor forma de gerir a sua EM. 

No início da doença, o cérebro pode encontrar formas de compensar parcialmente as células nervosas danificadas (neurónios) usando outras vias para enviar sinais das partes danificadas do cérebro para as regiões não danificadas. Ao fazê-lo, é possível repor as mensagens entre o seu cérebro e o resto do seu corpo. O cérebro também tenta lidar com a perda de células nervosas reparando a mielina, um processo conhecido como remielinização. Contudo, uma vez que estes mecanismos de reparação podem mascarar sintomas, alguns doentes podem ficar sem diagnóstico e sem tratamento nas fases iniciais. 

Acumulação de danos na EM

O cérebro de todas as pessoas começa muito gradualmente a encolher à medida que envelhecemos. Chama-se a isto atrofia cerebral ou perda de volume cerebral (PVC). É uma parte normal do envelhecimento, mas ocorre mais rápido em pessoas que vivem com EM.

O seu corpo tenta reparar o revestimento de mielina protetor que é danificado na EM. Mas o processo de reparação do corpo está longe de ser perfeito e, à medida que o tempo passa, não é suficiente para evitar mais danos nas células nervosas. À medida que este dano continua, a utilização das outras vias do seu cérebro deixa de compensar a perda nervosa, porque as áreas com danos tornam-se demasiado extensas. Isto pode resultar em atrofia cerebral. 

À medida que a EM evolui, partes do SNC podem começar a ficar definitivamente bloqueadas. É nesse ponto que a incapacidade pode continuar a piorar ao longo do tempo, com ou sem surtos, e entra numa fase designada por EM secundária progressiva (EMSP). 
Sem tratamento eficaz, 50 a 60% das pessoas que vivem com EMSR continuarão a desenvolver EMSP no prazo de 15 a 20 anos. 

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